Duas indicações geográficas, e nenhuma delas é do sumo
A cereja que entra no nosso lagar é colhida dentro da área da «Cereja da Cova da Beira» IGP, indicação geográfica protegida registada na União Europeia em 1996 e gerida pela cooperativa de fruticultores da região. A área abrange os concelhos do Fundão, da Covilhã e de Belmonte, entre a Serra da Gardunha, a Serra da Estrela e a Serra da Malcata.
Desde março de 2020 existe no mesmo território uma segunda indicação, a «Cereja do Fundão» IGP. As duas coexistem, e a nossa encosta fica dentro das duas ao mesmo tempo. Não é uma contradição: são cadernos de especificações diferentes sobre o mesmo fruto.
As castas que o caderno da Cova da Beira reconhece são a De Saco, a Napoleão Pé Comprido, o Morangão, a Espanhola, a B. Burlat, a B. Windsor e a Hedelfingen. Cinco delas estão plantadas aqui, e são essas cinco que dão os lotes.
Falta a parte que muita gente confunde, e que preferimos escrever do que deixar subentendida. Uma indicação geográfica protege um produto concreto, e nestes dois casos o produto protegido é o fruto, na classe das frutas frescas ou transformadas. Não é a bebida. Nenhuma garrafa nossa se chama IGP e nenhum rótulo nosso exibe a sigla. O que é verdade, e é isso que escrevemos, é que a fruta prensada aqui é fruta certificada da região.