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Ginjaro Ver os lotes
Serra da Gardunha · Fundão

Cada garrafa tem um ano, uma casta e um talhão

Prensamos apenas a cereja da nossa encosta e nunca misturamos colheitas. O ano seco sabe a ano seco, o ano de chuva sabe a ano de chuva, e está tudo escrito na ficha do lote.

  • 2025 lote a sair agora
  • 80 dias de apanha
  • 17,1 grau brix médio
Pomar de cerejeiras em socalcos de granito na encosta, ao nascer do sol
Afloramento de granito acima do pomar em flor, com nevoeiro baixo no vale A fraga que dá nome ao talhão de cima, em floração de março.
A serra e o pomar

Sete hectares numa encosta que não perdoa erros de calendário

O pomar está em socalcos entre os quatrocentos e os seiscentos metros, virado a nascente. Isso dá manhãs frias e tardes secas, que é a combinação que a cereja quer, e dá também um risco: a mesma altitude que atrasa a floração deixa-a exposta às geadas de abril.

Trabalhamos cinco talhões com nomes próprios e uma casta dominante em cada um. Nenhum é regado a mais do que o necessário, porque água a mais em junho racha fruta madura, e fruta rachada não entra no lagar.

  • 1997 ano em que foi plantado o primeiro talhão
  • 400 a 600 m altitude entre o talhão de baixo e o de cima

A encosta, talhão a talhão

Ferramenta · Emparelhar Castas

Consegue ligar cada casta à nota que ela deixa?

Cinco castas à esquerda, cinco notas à direita. Cada par é julgado no momento em que o faz, e não no fim: se acertar, fica preso; se falhar duas vezes na mesma casta, a ferramenta diz-lhe em que mês ela é apanhada.

Castas
Notas de prova

Como funcionaEscolha uma casta e depois uma nota. A resposta a cada par aparece aqui.

0 de 5 pares certos
Cinco copos de prova iguais com sumo de cereja escuro sobre uma bancada de pedra clara
As cinco da encosta

Cinco castas, por ordem de entrada no lagar

Todas constam do caderno de especificações da região. Estão aqui pela ordem em que são apanhadas, que é também a ordem pela qual chegam às garrafas de cada ano.

  • Ramo de cerejas Burlat vermelho-escuras com folhas verdes, luz de manhã

    B. Burlat

    A primeira do ano

    Entra a meio de maio, quando a encosta ainda está fria de noite. Tem pouco açúcar acumulado e uma acidez curta que se sente à frente da boca. É a casta que abre o ano e a que menos tempo dura no ramo.

    Janela em 2023
    13 de maio a 26 de maio
    Cor
    Vermelho fechado, quase sem brilho
    Ver a B. Burlat em detalhe
  • Três cerejas Morangão vermelho-vivas em forma de coração, penduradas num ramo

    Morangão

    A segunda, ainda em maio

    Fruto grande, de polpa macia e doçura sem ponta. É a casta que enche o copo e a que usamos para segurar as mais ácidas quando um ano sai desequilibrado. Perde depressa a firmeza depois de apanhada.

    Janela em 2023
    27 de maio a 9 de junho
    Cor
    Vermelho vivo, casca lisa
    Ver o Morangão em detalhe
  • Cerejas Napoleão de duas cores, amarelo-claro coradas de vermelho, com pés compridos

    Napoleão Pé Comprido

    A terceira, meados de junho

    A única de polpa clara. O pé comprido, que lhe deu o nome, faz com que se apanhe devagar e sem magoar o fruto. É a casta mais aromática da encosta e a que mais muda de ano para ano.

    Janela em 2023
    6 de junho a 22 de junho
    Cor
    Duas cores: amarelo corado de vermelho
    Ver a Napoleão em detalhe
  • Cacho de cerejas Hedelfingen escuras e firmes num ramo, com pomar desfocado atrás

    Hedelfingen

    A quarta, fim de junho

    A mais firme das cinco. Casca grossa, polpa escura e um travo de ameixa no fim. Aguenta viagem e aguenta chuva, e por isso é a que salva os anos em que junho se estraga.

    Janela em 2023
    19 de junho a 7 de julho
    Cor
    Vinho escuro por dentro e por fora
    Ver a Hedelfingen em detalhe
  • Cacho de cerejas De Saco quase pretas, de pés longos, num ramo velho

    De Saco

    A última, julho fora

    A casta da casa e a última a sair. Fica no ramo até acumular açúcar a mais e sai com um fim de caramelo e madeira que nenhuma das outras tem. É também a mais frágil: dois dias de erro e perde-se o talhão.

    Janela em 2023
    3 de julho a 23 de julho
    Cor
    Quase preta quando está no ponto
    Ver a De Saco em detalhe
Pilhas de caixas de madeira vazias no alpendre do pomar, sem marcas nem letras
Ferramenta · Sobrepor Colheitas

Ponha os anos uns por cima dos outros

Ligue os anos que quiser comparar. Para cada um aparecem as cinco janelas de apanha na mesma régua de maio a agosto, e por baixo a faixa de dias em que todos os anos escolhidos se cruzam.

Anos
Maio Junho Julho Agosto
2023 Ano regular, muito parecido com 2019.
B. Burlat
Morangão
Napoleão Pé Comprido
Hedelfingen
De Saco
2023: da 13 de maio a 23 de julho
2025 Granizo a 19 de maio. Janelas desiguais, apanha aos bocados.
B. Burlat
Morangão
Napoleão Pé Comprido
Hedelfingen
De Saco
2025: da 16 de maio a 3 de agosto
Dias em comum
  • Arranque mais cedoB. Burlat em 2023, a 13 de maio
  • Janela mais curtaB. Burlat em 2025, 9 dias
  • Ano de maior desvio2025, 80 dias entre a primeira e a última
  • Dias que todos partilham69 dias, de 16 de maio a 23 de julho
Tabela de referência

O que cada casta dá no copo

Nada aqui se calcula nem se destaca: é a folha que temos afixada no lagar, com as janelas de 2023, o último ano regular.

Janelas de colheita de 2023 e o sumo que cada casta dá.
Casta Janela de colheita Dias Que sumo dá
B. Burlat 13 de maio a 26 de maio 14 Sumo curto e ácido, para beber muito frio.
Morangão 27 de maio a 9 de junho 14 Sumo largo e redondo, o mais fácil dos cinco.
Napoleão Pé Comprido 6 de junho a 22 de junho 17 Sumo claro, de flor branca e casca de limão.
Hedelfingen 19 de junho a 7 de julho 19 Sumo estruturado, com casca a marcar o fim.
De Saco 3 de julho a 23 de julho 21 Sumo fundo, doce e demorado a passar.
Folhas de prova

O que escreveram quem provou

Cada folha traz a escala que a pessoa marcou, a casta, o ano e o sítio onde provou. Publicamos as que criticam pelo mesmo critério com que publicamos as outras.

    Provei a De Saco de 2023 ao lado da de 2022 e não pareciam a mesma casta. A de 2022 era quase xarope, a de 2023 tinha acidez a segurar o fim. Foi a primeira vez que percebi para que serve pôr o ano na garrafa.

    Sofia Antunes De Saco · 2023 · Loja da quinta

    Comprei uma garrafa pequena na feira à espera de sumo doce e apanhei um susto: é ácido de verdade. Ao fim de dois dias já era a única coisa que me apetecia ao almoço. Tiro um ponto porque acabou rápido demais.

    Rui Palminha B. Burlat · 2022 · Feira do Fundão

    A Napoleão de 2024 cheira a flor antes de saber a cereja. Servi-a fria a pessoas que não sabiam o que era e ninguém acertou na fruta. A ficha do lote dizia que tinha sido um ano atrasado e húmido, e nota-se.

    Marta Nogueira Napoleão Pé Comprido · 2024 · Em casa, por assinatura

    Honestamente, a Hedelfingen de 2021 não me convenceu. É a casta mais séria das cinco mas naquele ano ficou aguada, e eles próprios dizem isso na ficha. Prefiro voltar a prová-la num ano seco.

    Carlos Bento Hedelfingen · 2021 · Loja da quinta

Ler todos os registos de prova

Assinaturas

Três maneiras de receber o ano em casa

A partir de 34,00 € por envio, com portes incluídos no continente. Todas as assinaturas se suspendem ou cancelam por email, sem prazo de fidelização e sem penalização.

Mãos a arrumar garrafas de vidro sem rótulo numa caixa de cartão com aparas de papel
  • Uma casta

    Escolhe uma casta e acompanha-a de ano para ano. É a maneira mais clara de perceber o que o tempo faz a uma árvore.

    • 3 garrafas de 0,75 L por envio
    • 4 envios por ano
    • Sempre a mesma casta
    • Ficha da colheita dentro da caixa
    34,00 €por envio, portes incluídos no continente Assinar uma casta
  • Cinco castas

    As cinco castas do mesmo ano, na ordem em que foram apanhadas. Serve para comparar castas em vez de comparar anos.

    • 6 garrafas de 0,75 L por envio
    • 4 envios por ano
    • Uma garrafa de cada casta e uma repetida
    • Folha de prova em branco para escrever
    62,00 €por envio, portes incluídos no continente Assinar cinco castas
  • Lote inteiro

    Metade do lote de um ano de uma só vez, duas vezes por ano. Para quem já sabe o que quer e prefere ter a cave feita.

    • 12 garrafas de 0,75 L por envio
    • 2 envios por ano
    • Castas à escolha do assinante
    • Direito a reservar o ano seguinte
    118,00 €por envio, portes incluídos no continente Assinar o lote inteiro
  • 7,4 hectares de pomar na encosta da Gardunha
  • 5 castas em produção, todas do caderno da região
  • 80 dias entre a primeira e a última cereja de 2025
  • 8 920 garrafas de 0,75 L saídas do lote de 2025
Quem está na quinta

Duas pessoas, um pomar e um lagar

Não há mais ninguém em permanência. Na apanha somos entre seis e nove, quase sempre as mesmas pessoas das aldeias em redor.

  • Retrato de Ana Sobral, avental vermelho-escuro liso, fundo cinzento neutro

    Ana Sobral

    Lagar e engarrafamento

    Decide quando cada talhão entra no lagar e escreve a ficha de cada lote. Foi ela que impôs a regra de não misturar anos: se a garrafa diz 2024, dentro só há 2024.

  • Retrato de Vítor Sobral, avental vermelho-escuro liso, fundo cinzento neutro

    Vítor Sobral

    Pomar e poda

    Plantou o primeiro talhão em 1997 e continua a marcar as árvores que se podam em janeiro. É dele a frase que anda na quinta: a colheita decide-se no inverno anterior.

Conhecer a quinta por dentro

Caderno da quinta

O que se escreve durante o ano

Cada folha leva a etiqueta de amostra do talhão de onde saiu a nota. É assim que arquivamos e é assim que se lê.

  • O que muda no sumo quando maio é seco

    Um maio de trinta milímetros e um maio de noventa dão dois sumos diferentes. Aqui está o que se mede e o que se prova.

    Talhão
    Talhão da Fraga
    Casta
    B. Burlat
    Data
    4 de maio de 2026
  • Como decidimos o dia em que se começa a apanhar

    Três medições, uma prova à mão e uma previsão do tempo. Nada disto é ciência exata, mas escrever a regra evita discussões.

    Talhão
    Talhão de Cima
    Casta
    Hedelfingen
    Data
    18 de junho de 2026

Abrir o caderno da quinta

Perguntas frequentes

O que nos perguntam ao balcão

  • Porque é que a garrafa tem um ano escrito?

    Porque dentro está a cereja de um único ano e de um único talhão. Uma colheita seca dá menos sumo e mais açúcar, uma chuvosa dá o contrário, e misturar anos apagaria essa diferença. É a mesma razão pela qual o vinho tem colheita.

  • O sumo leva açúcar, água ou conservantes?

    Não leva nada disso. É cereja prensada, filtrada grosso e pasteurizada. O grau de doçura muda de ano para ano porque muda a fruta, e essa variação está escrita na ficha de cada lote.

  • Quanto tempo dura uma garrafa?

    Fechada e ao abrigo da luz, dois anos a partir do engarrafamento. Depois de aberta, cinco dias no frigorífico. Passado esse prazo não faz mal, mas perde o aroma e deixa de valer a pena.

  • Posso escolher a casta na assinatura?

    Na assinatura de uma casta, sim, e mantém-se todos os anos. Na de cinco castas o conteúdo é fixo, porque o objetivo é comparar. No lote inteiro a escolha é do assinante, dentro do que existir nesse ano.

  • Vendem cereja fresca?

    Só na loja da quinta e só nos dias em que se está a apanhar, que variam de ano para ano. Não fazemos envio de fruta fresca: chega estragada e não vale a pena fingir o contrário.

  • Fazem visitas ao pomar?

    Sim, em grupos até oito pessoas, e apenas fora das semanas de colheita. Marca-se por email com duas semanas de antecedência e a visita acaba na loja, com prova das castas que houver abertas.

O lote de 2025 está a sair do lagar

São 8 920 garrafas e quando acabarem não há mais desse ano. Escreva-nos e dizemos-lhe o que ainda está aberto.